terça-feira, 16 de dezembro de 2014

As Senhoras e Senhores - Parte 1

     Não somos testemunhas da pré-historia, então como poderíamos saber como nos comportávamos se não temos relatos escrito. Com uma a simples observações dos primatas, de alguns mamíferos e da arqueologia podemos, somente deduzir, de como seria a vida primitiva. Não sou especialista no assunto, mas lendo algum artigos variados, eu achei um ponto de vista interessante e gostaria de deixa-lo registrado.


                       

     Enquanto formávamos pequenos grupos humanos, tínhamos uma divisão de tarefa baseada, primordialmente, na força física. O masculino na caça, na construção de abrigos e na defesa e proteção. O feminino, por sua vez, na coleta de frutos e raízes, na  fabricação de utensílios, na manipulação dos alimentos e na tecelagem.

     O masculino, como caçador,  precisava manter o silencio; seria necessário percorrer grandes distâncias e saber voltar ao abrigo e concentrar sua visão mais longe para localizar a presa. Talvez por isso o masculino seja tão calado, tenha mais facilidade de situar-se geograficamente e sua visão é tipo um "funil", ou mais focado na distancia.

     O feminino, por sua vez, como coletora, não precisava fazer silêncio, não teria que percorrer grandes distancia, e desenvolveu uma maior visão periférica para vigiar os filhos e se alguns animal aproximava-se. Talvez por isso o feminino verbalize mais por que teve que interagir com o grupo, tenha dificuldade de situar-se geograficamente e tenha uma visão mais detalhista.

     Assim o feminino, por ser mais observador, percebia quais frutos ou raízes podiam ser comidos, seguindo os exemplos dos pássaros e outros animais. Teria, também,  observado o que acontecia quando uma semente caia na terra e que sementes maiores davam frutos maiores, por conseguinte, tenham ajudado o desenvolvimento da agricultura. O feminino por estar envolvido com os alimentos, foi a percussora do uso do fogo para cozer e assar, sua conservação e disso surgi a fabricação de cerâmica. Com certeza foram as primeiras a domesticar os pequenos animais que se aproximavam atraídos pelo alimento. Não duvido nada que, as primeiras impressões de ciclos tempo percorridos esteja ligada ao feminino, devido periodicidade menstruais. O sexo deveria ocorrer por prazer e a reprodução era uma consequência. Nosso feminino, assim como as fêmeas dos primatas - na atualidade - praticavam a poligamia e, como consequência, a criação dos filhos era comunitária e não sofriam a interferência do masculino, uma vez que não sabiam quem era filho de quem. Naquele momento não tínhamos conhecimento que para a reprodução acontecesse, seria necessária a participação do masculino, logo, não seria impossível de pensarmos que o feminino seria capaz que gerar vida sozinha.

     Diante de todas essas evidências e quando o homem primitivo ainda não entendia os fenômenos naturais e na busca pela origem da vida, os deuses e deusas entraram nessa equação para resolve-la. Nesse caminhar nasce a divindade do  feminino. O feminino por ter contribuído de várias formas para o desenvolvimento humanos, o feminino como fonte de vida foi ligada a terra, outra fonte de vida. O feminino além da divindade do dom da vida, arrematou a divindade do amor, da justiça, da caça, da sabedoria, eram nossas sacerdotisas e ... Enfim, eramos uma sociedade matriarcal e matrifocal.

     Onde e quando isso mudou? Isso é um assunto para uma outra postagem.

Sérgio Carneiro.

O porquê disso?

     Dizem que reticências deriva do Latim Taceo, que significa silêncio, e assim temos Retacio ou Reticentia que nos leva a ser silencioso. Termo semelhante seriam o tácito, ou seja, aquele que não exprime por palavras, secreto, implícito e subentendido.Nas conversas vagas, das promessas indefinidas, nas aberturas de convites vagos ou nos contraditórios usamos a reticência.

     Neste meu novo projeto, pretendo somente escrever o que eu penso sobre alguns fatos deste mundo. Não pretendo descobrir o porquê e pouco menos ser conclusivo. Eis o motivo das reticências.

     Não tenho formação acadêmica e nem um sou especialista, exceto por um curso de básico eletromecânica, porém, acho-me no direito de expressar-me conforme o meu modo de pensar e deixando claro, portanto, que meu pensamento não é imutável. Aprendi que, com os passar dos anos, mudamos de opinião: seja por experiências vividas ou pela leitura.

     Meu projeto não é buscar leitores ou seguidores, então por que escrever? Usei a leitura como um suporte e quero usar e escrita como divã. Alguns poderia perguntar se não tenho amigos para compartilhar meus pensamento? Tenho, mas no mundo, atualmente, tempo é algo muito precioso e não para, temos que dividi-lo com o trabalho, família e amigos. Dentre as conversas com estes últimos, os assuntos são diversos e nem sempre fluem na direção do meu interesse. Eis minha primeira confissão.

     Não domino a língua portuguesa, pelo menos como queria, cometo alguns erros de concordância, regência, pontuação e outros. Certa fez, ao fazer um comentário em um jornal um outro leitor fez a seguinte réplica: "Erraste na concordância do verbo tal, ele pede a preposição tal". Eu usei a seguinte tréplica: "Posso ter errado a concordância, contudo concordaste com meu ponto de vista". Uso este artificio, como justificativa, para esconder minha deficiência pela regras do português. Eis mais uma confissão.

     Sergio Carneiro.